sexta-feira, 27 de março de 2009


Rosa,

Sois rainha,

Impera diante

De teus espinhos,

Que mesmo assim

Ferem tua dor,

Como agulhas

Que perfuram o pano,

Sem dó.

Teu medo,

Te faz irrequieta

Tua aflição

Se torna amiga...

Murchas diante

De lágrimas

Que molham teu ser

Que percorrem-no

Envelhecendo a cada parte.

Sois tua,

Sois minha,

És nossa!

Frágil e sensível .

Aqueles ímpetos,

Rasgam tuas pétalas,

Mas,ao teu querer!

Sois mulher nas tuas madrugadas,

Frias e tenebrosas,

Te fazem em silêncio,

Com fogo,

Com água

Com dor,

E tua alma grita,

Os devassos.

Hoje nem as mais belas primaveras

Exalam seu perfume,

Pois seus espinhos incrédulos,

Sempre voltam a sangrar.


Jamily Ordônio

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